Sempre admirei a profissão de professor. Refiro-me a professor no sentido subjetivo, ou seja, tanto aos que estão em sala de aula como as pessoas que tem sabedoria. Esta última, não se aprende na Academia, e sim na vida. O mestre doa grande parte do aprendizado que obteve ao longo da vida ou da formação na Universidade e oferece a seus pupilos o conhecimento que aprenderam.
Aqueles que tem o dom de ensinar e de aprender apresentam dentro de si a humildade e a generosidade. A humildade surge quando a pessoa tem consciência que não sabe de tudo, que não tem todo conhecimento que existe, portanto é falível. Já a generosidade é doar todo o conhecimento adquirido, no intuito de formar bons cidadãos.Infelizmente, a humildade e a generosidade não são para todos.
Retrato a Humildade e a generosidade por serem, na minha opinião, características imprescindíveis nas relações interpessoais. Tanto no trabalho, em casa, como na Faculdade, enfim, eles deveriam estar em todos os lugares. No entanto, é comum nos depararmos com pessoas que não tem paciência para doar todo o conhecimento adquirido àqueles que iniciam uma carreira. Isto ocorre talvez por insegurança e/ou egoísmo.
Resolvi escrever sobre esse assunto - que há muito tempo me incomoda - depois que assisti ao Programa CQC, na Bandeirantes. Em um dos quadros do humorístico, chamado de Top Five, apareceu uma reprodução de um trecho do Programa Vídeo Show, da Rede Globo, onde a atriz Suzana Vieira tomava o microfone da estreante Giovanna Tominaga. O vídeo Show estava sendo exibido ao vivo. Ao tomar o microfone, a atriz falou: "minha filha, não tenho paciência com quem está iniciando, me dá esse microfone aqui!". Sem graça, a repórter retrucou: "então, por que você não me ensina?". Suzana assim respondeu com toda a "gentileza" do mundo: " a minha filha, não vou te ensinar, porque não sou jornalista, não sou repórter!".
Este pequeno incidente é apenas um, dentre tantos que ocorrem pelo mundo afora. Quantas pessoas não passaram por uma situação parecida?. Isto deve existir desde que o homem percebeu que ter mais que o outro, significava que "SER" mais importante. Antes, restrigia-se apenas aos reis, a Igreja e aos nobres, principalmente. Agora, está a seu lado. Algumas pessoas costumam pressupor que por terem conquistado um cargo importante ou saberem de uma coisa mais que o outro, são mais importantes e inteligentes do mundo.
Lembro de um professor de inglês que eu tive no Ensino Médio. Certa vez, uma colega da classe perguntou o que significava a palavra food. Como a garota não conhecia a pronúncia correta do termo, falou "fode" . O professor caçoou da menina e ficava pedindo a ela que repetisse a palavra, para assim continuar rindo e divertindo-se à custa dela.
Acredito que esta realidade está longe de acabar. Desta forma, temos que nos acostumar com este tipo de situação. As competições crescem a cada dia. Com elas, é comum a hipérbole do "achismo", ou seja, das pessoas que "acham" que são a bala que matou Jonh Kennedy ou a última bolacha recheada do pacote.
terça-feira, 26 de maio de 2009
sábado, 23 de agosto de 2008
O amor ainda vale a pena
Hoje em dia as pessoas não valorizam mais estar com uma pessoa só. Elas anseiam apenas em "pegar" alguém, isto é, "pegar" e depois "desapegar". Este tratamento torna as mulheres, principalmente, um mero objeto. De fato, o sexo feminino não tem valorizado a si mesmo. Isto é triste. Na era das mulheres -frutas, dos foliavistas- em que meninas de 13 anos competem entre si para ver quem pega mais -as pessoas não dão mais importância em namorar ou ter algo sério com alguém. O lance agora é ficar por ficar. Muitos amigos meus chegam até mim e reclamam desta atitude. Eles revelam que não dão valor a este tipo de mulher. Para os homens, estas mulheres são para uma única noite.
No foliavista de 2006 estava em um camarote e fiquei chocada com uma cena, muito comum neste tipo de festa. Uma garota esguia, sendo encurralada por rapazes musculosos. Os jovens estavam forçando -a para que os beijassem. Homem que se preze não precisa disto.
Acredito que as mulheres devem refletir sobre suas atitudes. Lutamos muito para garantir nosso espaço no trabalho, na universidade e na sociedade. Do que vale tanta luta se no final nos vulgarizarmos?
As mulheres falam que cansaram de sofrer e que agora preferem curtir com os errados.Para os homens, pegar é sinônimo de aproveitar a vida. Ora bolas, dá para "aproveitar a vida"com uma pessoa só. Assim como, há relacionamentos em que se pode chegar a um equilíbrio e não causar sofrimento. O amor ainda sobrevive (ou pelo menos, tenta sobreviver).
Mulheres: não existem príncipes em cavalos brancos, lindos e sarados, totalmente compreensivos, sensíveis, românticos, que não olhem para mulheres gostosonas na tevê e que pensem 24hrs em você.
Homens: não existem mulheres gostosonas, sem estrias e celulites, fogosas nos 365 dias do ano, que lavem,passem, cozinhem, e ainda sejam compreensivas, amorosas e dedicadas. Enfim, não existe ninguém perfeito e nunca existirá!!!
Busquem pessoas normais. Que garantam a vocês, não a felicidade eterna, mas momentos felizes e bem-humorados. E que apesar das brigas ( elas sempre existirão!), haja um amor realista. Chega de amores utópicos! Amar ainda vale a pena. O que falta é mais compreensão.
No foliavista de 2006 estava em um camarote e fiquei chocada com uma cena, muito comum neste tipo de festa. Uma garota esguia, sendo encurralada por rapazes musculosos. Os jovens estavam forçando -a para que os beijassem. Homem que se preze não precisa disto.
Acredito que as mulheres devem refletir sobre suas atitudes. Lutamos muito para garantir nosso espaço no trabalho, na universidade e na sociedade. Do que vale tanta luta se no final nos vulgarizarmos?
As mulheres falam que cansaram de sofrer e que agora preferem curtir com os errados.Para os homens, pegar é sinônimo de aproveitar a vida. Ora bolas, dá para "aproveitar a vida"com uma pessoa só. Assim como, há relacionamentos em que se pode chegar a um equilíbrio e não causar sofrimento. O amor ainda sobrevive (ou pelo menos, tenta sobreviver).
Mulheres: não existem príncipes em cavalos brancos, lindos e sarados, totalmente compreensivos, sensíveis, românticos, que não olhem para mulheres gostosonas na tevê e que pensem 24hrs em você.
Homens: não existem mulheres gostosonas, sem estrias e celulites, fogosas nos 365 dias do ano, que lavem,passem, cozinhem, e ainda sejam compreensivas, amorosas e dedicadas. Enfim, não existe ninguém perfeito e nunca existirá!!!
Busquem pessoas normais. Que garantam a vocês, não a felicidade eterna, mas momentos felizes e bem-humorados. E que apesar das brigas ( elas sempre existirão!), haja um amor realista. Chega de amores utópicos! Amar ainda vale a pena. O que falta é mais compreensão.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Manifesto - Em defesa do Jornalismo, da Sociedade e da Democracia no Brasil
A sociedade brasileira está ameaçada numa de suas mais expressivas conquistas: o direito à informação independente e plural, condição indispensável para a verdadeira democracia.
O Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a julgar o Recurso Extraordinário (RE) 511961 que, se aprovado, vai desregulamentar a profissão de jornalista, porque elimina um dos seus pilares: a obrigatoriedade do diploma em Curso Superior de Jornalismo para o seu exercício. Vai tornar possível que qualquer pessoa, mesmo a que não tenha concluído nem o ensino fundamental, exerça as atividades jornalísticas.
A exigência da formação superior é uma conquista histórica dos jornalistas e da sociedade, que modificou profundamente a qualidade do Jornalismo brasileiro.
Depois de 70 anos da regulamentação da profissão e mais de 40 anos de criação dos Cursos de Jornalismo, derrubar este requisito à prática profissional significará retrocesso a um tempo em que o acesso ao exercício do Jornalismo dependia de relações de apadrinhamentos e interesses outros que não o do real compromisso com a função social da mídia.
É direito da sociedade receber informação apurada por profissionais com formação teórica, técnica e ética, capacitados a exercer um jornalismo que efetivamente dê visibilidade pública aos fatos, debates, versões e opiniões contemporâneas. Os brasileiros merecem um jornalista que seja, de fato e de direito, profissional, que esteja em constante aperfeiçoamento e que assuma responsabilidades no cumprimento de seu papel social.
É falacioso o argumento de que a obrigatoriedade do diploma ameaça as liberdades de expressão e de imprensa, como apregoam os que tentam derrubá-la. A profissão regulamentada não é impedimento para que pessoas - especialistas, notáveis ou anônimos - se expressem por meio dos veículos de comunicação. O exercício profissional do Jornalismo é, na verdade, a garantia de que a diversidade de pensamento e opinião presentes na sociedade esteja também presente na mídia.
A manutenção da exigência de formação de nível superior específica para o exercício da profissão, portanto, representa um avanço no difícil equilíbrio entre interesses privados e o direito da sociedade à informação livre, plural e democrática.
Não apenas a categoria dos jornalistas, mas toda a Nação perderá se o poder de decidir quem pode ou não exercer a profissão no país ficar nas mãos destes interesses particulares. Os brasileiros e, neste momento específico, os Ministros do STF, não podem permitir que se volte a um período obscuro em que existiam donos absolutos e algozes das consciências dos jornalistas e, por conseqüência, de todos os cidadãos!
Federação Nacional dos Jornalistas
Nota publicada pela FENAJ em alguns meios de comunicação.
Passem adiante!
O Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a julgar o Recurso Extraordinário (RE) 511961 que, se aprovado, vai desregulamentar a profissão de jornalista, porque elimina um dos seus pilares: a obrigatoriedade do diploma em Curso Superior de Jornalismo para o seu exercício. Vai tornar possível que qualquer pessoa, mesmo a que não tenha concluído nem o ensino fundamental, exerça as atividades jornalísticas.
A exigência da formação superior é uma conquista histórica dos jornalistas e da sociedade, que modificou profundamente a qualidade do Jornalismo brasileiro.
Depois de 70 anos da regulamentação da profissão e mais de 40 anos de criação dos Cursos de Jornalismo, derrubar este requisito à prática profissional significará retrocesso a um tempo em que o acesso ao exercício do Jornalismo dependia de relações de apadrinhamentos e interesses outros que não o do real compromisso com a função social da mídia.
É direito da sociedade receber informação apurada por profissionais com formação teórica, técnica e ética, capacitados a exercer um jornalismo que efetivamente dê visibilidade pública aos fatos, debates, versões e opiniões contemporâneas. Os brasileiros merecem um jornalista que seja, de fato e de direito, profissional, que esteja em constante aperfeiçoamento e que assuma responsabilidades no cumprimento de seu papel social.
É falacioso o argumento de que a obrigatoriedade do diploma ameaça as liberdades de expressão e de imprensa, como apregoam os que tentam derrubá-la. A profissão regulamentada não é impedimento para que pessoas - especialistas, notáveis ou anônimos - se expressem por meio dos veículos de comunicação. O exercício profissional do Jornalismo é, na verdade, a garantia de que a diversidade de pensamento e opinião presentes na sociedade esteja também presente na mídia.
A manutenção da exigência de formação de nível superior específica para o exercício da profissão, portanto, representa um avanço no difícil equilíbrio entre interesses privados e o direito da sociedade à informação livre, plural e democrática.
Não apenas a categoria dos jornalistas, mas toda a Nação perderá se o poder de decidir quem pode ou não exercer a profissão no país ficar nas mãos destes interesses particulares. Os brasileiros e, neste momento específico, os Ministros do STF, não podem permitir que se volte a um período obscuro em que existiam donos absolutos e algozes das consciências dos jornalistas e, por conseqüência, de todos os cidadãos!
Federação Nacional dos Jornalistas
Nota publicada pela FENAJ em alguns meios de comunicação.
Passem adiante!
domingo, 29 de junho de 2008
A difícil tarefa de escolher...
Uma das situações mais difíceis pela qual o ser humano passa frequentemente é tomar uma decisão, isto porque toda decisão implica numa escolha. E esta, por si só, implica em uma perda.
Fazemos escolhas diariamente e em muitos casos não temos tempo para refletir sobre as opções e tomamos a decisão, ou seja, escolhemos o que julgamos ser o melhor. Toda decisão é desafiadora.
Já tomei muitas decisões em minha vida. Muitas delas eu procrastinei, com medo de que fosse a saída errada. Sei que, ao longo da minha vida, terei muitas outras decisões a tomar. Sei que muitas delas vão ser fáceis e muitas difíceis.
Acredito que uma das decisões mais difíceis que tomei foi mudar de curso. O medo do novo é inerente ao tomar uma decisão, pois em toda a decisão há uma mudança. E é esta mudança que nos torna experiente para enfrentarmos a vida.
No entanto, uma coisa é certa: decidimos, com base em nossas escolhas, para tentarmos, no final das contas, acertar. Só que na tentativa do acerto, poderemos dar um tiro no pé.
Em geral, os indivíduos tomam decisões baseadas em seus sentimentos. Normalmente, vem o conflito desencadeado pela emoção e pela razão. Devemos seguir o nosso coração? Ou devemos seguir a nossa cabeça?
Neste conflito dicotômico entre sentimentos e tentativas desesperadas de racionalidade, ficamos indecisos, pois temos medo de nos arrependermos de decisões tomadas de supetão. A frase "você só dá valor aquilo que perde" influi em nossas cabeças, de forma latente e segura. E se eu tomar uma decisão e arrepender-me, terei eu uma nova chance?
Pensamos no futuro e tentamos não fazer os mesmos erros do passado. Assim, nos damos mais uma oportunidade ao dizermos: posso errar mais uma vez, mas a terceira já é burrice!
O dia -a -dia do ser humano é feito de erros e acertos. O importante é aprender com os erros. Em relação aos acertos, é necessário ter humildade necessária para entendermos que nem sempre iremos tomar decisões coerentes e estarmos preparados para a eterna montanha-russa que é a vida.
Fazemos escolhas diariamente e em muitos casos não temos tempo para refletir sobre as opções e tomamos a decisão, ou seja, escolhemos o que julgamos ser o melhor. Toda decisão é desafiadora.
Já tomei muitas decisões em minha vida. Muitas delas eu procrastinei, com medo de que fosse a saída errada. Sei que, ao longo da minha vida, terei muitas outras decisões a tomar. Sei que muitas delas vão ser fáceis e muitas difíceis.
Acredito que uma das decisões mais difíceis que tomei foi mudar de curso. O medo do novo é inerente ao tomar uma decisão, pois em toda a decisão há uma mudança. E é esta mudança que nos torna experiente para enfrentarmos a vida.
No entanto, uma coisa é certa: decidimos, com base em nossas escolhas, para tentarmos, no final das contas, acertar. Só que na tentativa do acerto, poderemos dar um tiro no pé.
Em geral, os indivíduos tomam decisões baseadas em seus sentimentos. Normalmente, vem o conflito desencadeado pela emoção e pela razão. Devemos seguir o nosso coração? Ou devemos seguir a nossa cabeça?
Neste conflito dicotômico entre sentimentos e tentativas desesperadas de racionalidade, ficamos indecisos, pois temos medo de nos arrependermos de decisões tomadas de supetão. A frase "você só dá valor aquilo que perde" influi em nossas cabeças, de forma latente e segura. E se eu tomar uma decisão e arrepender-me, terei eu uma nova chance?
Pensamos no futuro e tentamos não fazer os mesmos erros do passado. Assim, nos damos mais uma oportunidade ao dizermos: posso errar mais uma vez, mas a terceira já é burrice!
O dia -a -dia do ser humano é feito de erros e acertos. O importante é aprender com os erros. Em relação aos acertos, é necessário ter humildade necessária para entendermos que nem sempre iremos tomar decisões coerentes e estarmos preparados para a eterna montanha-russa que é a vida.
domingo, 22 de junho de 2008
Jornalista: Ser ou não ser?
Escolher uma profissão não é nada fácil. A família diz que apóia a nossa decisão, mas no fundo, deseja que você encontre um serviço que possibilite uma conta bancária confortável, para que eles possam ficar tranquilos e dizer: " -meu filho tem um bom emprego. Se eu morrer agora, sei que ele estará bem financeiramente e que não passará necessidades". Passei toda a minha infância e adolescência acreditando que deveria escolher um ofício que me possibilitasse bem-estar, que eu me sentisse feliz. Quando era criança, queria ser médica, como a maioria das crianças. Quando cresci, vi que não era bem isso.
Aos 16 anos, no 3º ano do Ensino Médio, deparo-me com o vestibular. E o que fazer? À princípio, decidi fazer medicina. No entanto, logo desisti. Vi que a concorrência era muito alta e havia candidatos mais preparados do que eu. Diante da pressão que fazia a mim mesma, da NECESSIDADE em prestar o exame, mesmo sem ter certeza se era a hora certa para a escolha,optei pelo curso de Ciências Biólogicas. Estudei muito para passar de primeira, no entanto, mesmo com tanto esforço, não cheguei a me classificar. Minha ânsia de passar era tão forte, que fiquei extremamente nervosa durante a prova e não conseguia me concentrar ( mesmo seguindo as recomendações da professora de biologia, que dizia para levar uma barra de chocolate, para ficar mais calma).
No ano seguinte, vestibular novamente. Desta vez, eu passei para o Ciências Biológicas, pois acreditava realmente que era o curso ideal. Depois de quase dois anos estudando, desisto! Chega de fisiologia vegetal e genética..Vi que as aulas de biologia que eu tive durante o Ensino Médio, não eram como as aulas na universidade..
Bom..tinha que fazer algo..Afinal, não dava pra viver de sombra e água fresca!Tinha que me formar, ter um emprego que eu GOSTASSE!!!!Apesar de minha mãe sempre falar: "- minha filha, esquece este negócio de gostar, você tem que encontrar algo que você ganhe dinheiro!!". Como os filhos, na maioria das vezes, não ouvem os conselhos dos pais, decidi prestar vestibular para Comunicação Social - habilitação em Jornalismo.
Quatro anos se passaram..Hoje estou no último semestre do curso. Apesar de achar a profissão interessante e admirar alguns jornalistas ( como Neide Duarte, Sandra Passarinho - ambas da Rede Globo - Borys Casoy (da CNT gazeta), não sei se a profissão de Jornalista serve pra mim...
Pois lembro das recomendações da minha mãe e noto que hoje ganho como concursada da prefeitura R$42o ( Detalhe: o cargo é para nível médio)e mesmo atuando como jornalista e trabalhando feito uma condenada, ganharia cerca de R$1500!Trabalhando em todos os turnos!!!
Jornalista ganha pouco mesmo e não tem a sua profissão devidamente valorizada!!!Cientistas não dão créditos para nós, pois crêem que nós somos burros! Políticos nos procuram na época de campanha para ajudá-los a escrever discursos!Até os colegas de profissão, que deveriam respeitar os outros, não respeitam, chegando a publicar matérias na íntegra sem dar os créditos ao jornalista que escreveu!!Quando não, há jornalistas que publicam releases e assinam como sendo eles os "verdadeiros" autores da matéria!!Vejo as Assessorias de Imprensa da Capital lotadas de servidores, pois é o setor que paga melhor ao jornalista.
A maioria dos jornalista (99%) se desdobra em vários empregos, sem ter tempo para a família, amigos e para si mesmo!!Todo este esforço para sustentar a família!!!Os que atuam de forma correta e digna tentam levar informação a todos, da forma mais correta possível ( já que não existe a verdade absoluta..). Os outros, que não atuam de maneira fidedigna, querem apenas um lugar ao sol nas colunas sociais...
Enfim..para ser jornalista, de verdade, só por amor mesmo...!
Aos 16 anos, no 3º ano do Ensino Médio, deparo-me com o vestibular. E o que fazer? À princípio, decidi fazer medicina. No entanto, logo desisti. Vi que a concorrência era muito alta e havia candidatos mais preparados do que eu. Diante da pressão que fazia a mim mesma, da NECESSIDADE em prestar o exame, mesmo sem ter certeza se era a hora certa para a escolha,optei pelo curso de Ciências Biólogicas. Estudei muito para passar de primeira, no entanto, mesmo com tanto esforço, não cheguei a me classificar. Minha ânsia de passar era tão forte, que fiquei extremamente nervosa durante a prova e não conseguia me concentrar ( mesmo seguindo as recomendações da professora de biologia, que dizia para levar uma barra de chocolate, para ficar mais calma).
No ano seguinte, vestibular novamente. Desta vez, eu passei para o Ciências Biológicas, pois acreditava realmente que era o curso ideal. Depois de quase dois anos estudando, desisto! Chega de fisiologia vegetal e genética..Vi que as aulas de biologia que eu tive durante o Ensino Médio, não eram como as aulas na universidade..
Bom..tinha que fazer algo..Afinal, não dava pra viver de sombra e água fresca!Tinha que me formar, ter um emprego que eu GOSTASSE!!!!Apesar de minha mãe sempre falar: "- minha filha, esquece este negócio de gostar, você tem que encontrar algo que você ganhe dinheiro!!". Como os filhos, na maioria das vezes, não ouvem os conselhos dos pais, decidi prestar vestibular para Comunicação Social - habilitação em Jornalismo.
Quatro anos se passaram..Hoje estou no último semestre do curso. Apesar de achar a profissão interessante e admirar alguns jornalistas ( como Neide Duarte, Sandra Passarinho - ambas da Rede Globo - Borys Casoy (da CNT gazeta), não sei se a profissão de Jornalista serve pra mim...
Pois lembro das recomendações da minha mãe e noto que hoje ganho como concursada da prefeitura R$42o ( Detalhe: o cargo é para nível médio)e mesmo atuando como jornalista e trabalhando feito uma condenada, ganharia cerca de R$1500!Trabalhando em todos os turnos!!!
Jornalista ganha pouco mesmo e não tem a sua profissão devidamente valorizada!!!Cientistas não dão créditos para nós, pois crêem que nós somos burros! Políticos nos procuram na época de campanha para ajudá-los a escrever discursos!Até os colegas de profissão, que deveriam respeitar os outros, não respeitam, chegando a publicar matérias na íntegra sem dar os créditos ao jornalista que escreveu!!Quando não, há jornalistas que publicam releases e assinam como sendo eles os "verdadeiros" autores da matéria!!Vejo as Assessorias de Imprensa da Capital lotadas de servidores, pois é o setor que paga melhor ao jornalista.
A maioria dos jornalista (99%) se desdobra em vários empregos, sem ter tempo para a família, amigos e para si mesmo!!Todo este esforço para sustentar a família!!!Os que atuam de forma correta e digna tentam levar informação a todos, da forma mais correta possível ( já que não existe a verdade absoluta..). Os outros, que não atuam de maneira fidedigna, querem apenas um lugar ao sol nas colunas sociais...
Enfim..para ser jornalista, de verdade, só por amor mesmo...!
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